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domingo, 25 de novembro de 2012

Planeta que não orbita em nenhuma estrela é descoberto por cientistas



Impressão artística do planeta errante CFBDSIR (Foto: ESO/L. Calçada/P. Delorme/Nick Risinger)

Impressão artística do planeta errante CFBDSIR (Foto: ESO/L. Calçada/P. Delorme/Nick Risinger)
Astrônomos localizaram o que eles acreditam que seja um planeta “errante” que pode ser o mais próximo do Sistema Solar já encontrado, situado a cerca de cem anos-luz da Terra. Planeta “errante” é aquele que não gira em torno de nenhuma estrela e, portanto, vaga a esmo pelo Universo.
Os planetas errantes não chegam a ser uma novidade para a ciência. Foram descobertos na década de 1990 e sua existência já foi descrita em inúmeros artigos científicos. A peculiaridade do atual estudo é a relativa proximidade do corpo celeste, que facilita o seu estudo.
Philippe Delorme, autor principal do estudo, explicou que é mais fácil estudar um planeta quando ele está isolado, pois as estrelas acabam ofuscando os planetas que a orbitam. Delorme liderou a pesquisa do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), projeto que conta com a participação do Brasil.
Assim, a pesquisa serve como uma maneira de melhorar a compreensão sobre como são formados os exoplanetas – como são chamados os planetas situados fora do Sistema Solar. As características observadas nestes planetas errantes podem estar presentes também em planetas que orbitam estrelas, potenciais candidatos a abrigar vida fora da Terra.
O planeta recém-localizado foi chamado de CFBDSIR2149. O próximo passo é descobrir mais informações sobre a atmosfera do planeta. Eles pretendem ainda, com essas informações, determinar se o planeta se originou de um grupo estelar vizinho, conhecido como AB Doradus, e quando ele se separou desse grupo.
Fonte: G1

Planeta-anão 'irmão' de Plutão


Uma equipe internacional de astrônomos publicou nesta quarta-feira (21) o mais completo estudo já feito sobre o planeta-anão Makemake que fica no Sistema Solar, mais distante do Sol que Plutão. Os resultados obtidos pela pesquisa estão nas páginas da revista científica “Nature”.
A principal descoberta foi a constatação de que o planeta-anão não possui uma atmosfera, o que é uma surpresa. Até o momento, os cientistas imaginavam que ele teria uma, assim como Plutão, considerado um corpo celeste “irmão" de Makemake.
Concepção artística do planeta-anão Makemak (Foto: ESO/L. Calçada/Nick Risinger)Concepção artística do planeta-anão Makemak (Imagem: ESO/L. Calçada/Nick Risinger)
Makemake é menor que Plutão, com cerca de dois terços de seu tamanho. O planeta-anão de maior massa do Sistema Solar é Éris, que fica ainda mais distante que Makemake.
Até o momento, pouco se sabia sobre as condições do local. O estudo foi possível quando Makemake passou em frente a uma estrela, em um fenômeno conhecido na astronomia como “ocultação estelar” – a lógica é a mesma que a de um eclipse total, quando a Lua impede de ver o Sol.
fonte: G1

domingo, 11 de novembro de 2012

Descoberto planeta próximo que pode ser habitável



Um novo estudo acaba de ser aceito para publicação pelo jornal Astronomy & Astrophysics, e aponta para a descoberta de mais três planetas orbitando a estrela HD40307, uma estrela pouco menor que o Sol situada a 42 anos-luz de distância. Esse astro já possuía confirmados outros três mundos, todos em órbitas próximas que os tornavam excessivamente quentes.

Não é o caso de um dos novos planetas, designado HD40307g. Ele orbita a uma distância de 90 milhões de km, o que pode significar que não mantém a mesma face voltada para a estrela como seus companheiros interiores. E mais importante, esse distanciamento que cai na região habitável de seu sol pode propiciar-lhe temperaturas de superfície adequadas para a presença de água em estado líquido, condição essencial para a existência de vida como a conhecemos.

O estudo, do qual Hugh Jones da Universidade de Hertfordshire da Inglaterra é co-autor, aumentou a quantidade de mundos naquele sisterma para seis, e foi realizado utilizando-se o instrumento Harps do observatório do ESO [Observatório Europeu do Sul] de La Silla, no Chile. Semanas atrás o mesmo Harps serviu para comprovar a existência do planeta Alpha Centauri Bb, o mais próximo do sistema solar.

O Harps [Localizador de Planetas Muito Acurado de velocidade Radial] é um espectrógrafo instalado no telescópio de 3,6 m de abertura do consórcio ESO em La Silla, capaz de medir deslocamentos estelares de até 3,5 km/h com alta precisão. Tal deslocamento é provocado pela gravidade de um planeta em órbita da estrela-alvo, e o instrumento é responsável por diversos dos exoplanetas localizados nos últimos anos.

Todos os planetas localizados nesse sol estão classificados como super-Terras, e devem ser maiores que nosso planeta mas não a ponto de serem gigantes gasosos. HD 40307g possui uma massa equivalente a 7 vezes a da Terra. Jones explica: "A longa órbita do novo planeta significa que seu clima e atmosfera devem ser propícios a abrigar vida".



Outras super-Terras habitáveis já foram localizadas anteriormente, como Kepler-22b, anunciado em dezembro de 2011. Localizado pelo telescópio espacil de mesmo nome, operado pela NASA, esse mundo está a 600 anos-luz de distância. Porém, como HD 40307g está a somente 42 anos-luz daqui, os cientistas têm esperança de que os novos telescópios que passarão a operar na próxima década possam obter imagens diretas dele.
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